Petrobras nega risco de desabastecimento no Brasil pela guerra no Irã

Estatal diz ter rotas alternativas ao Estreito de Ormuz, passagem afetada pelos bombardeios dos EUA e Israel a navios iranianos

| SBT NEWS / SBT NEWS


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A Petrobras emitiu nota nesta segunda-feira (2) informando que nem a empresa e nem os consumidores brasileiros deverão ser impactados no curto prazo com os efeitos da guerra no Irã sobre o mercado de petróleo.

Conforme a estatal, a maior parte dos fluxos de importação é feita fora da região conflagrada, além de haver rotas alternativas para contornar o Oriente Médio em caso de necessidade. O comunicado ainda acena ao mercado ao dizer que o protocolo assegura “segurança e custos competitivos para as operações da companhia, preservando as margens".

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A rota percorrida pelo Estreito de Ormuz, entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, passou a ser evitada pelas embarcações globais depois dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã no final de semana. Parte dos alvos foram navios de guerra iranianos que circulavam pelo local.

O estreito é considerado um dos principais gargalos logísticos do petróleo mundial. A maior parte da produção do Oriente Médio destinada à Ásia passa pela região, o que torna países como Japão e China especialmente vulneráveis a uma eventual interrupção, com efeito cascata sobre a economia global.

Os papéis da Petrobras (PETR4) registravam forte alta na B3 nesta segunda, puxados pela expectativa de redução da oferta e consequente valorização do barril de petróleo, subindo 3,97% por volta de 16h40.

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Em entrevista ao SBT News , Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura, afirmou que o Brasil pode se beneficiar da crise no saldo da balança comercial .

Porém, Pires também alertou para riscos internos – como a pressão inflacionária e uma eventual intervenção na Petrobras caso o preço do barril permaneça elevado.

Segundo ele, o Brasil caminha para produzir mais de 5 milhões de barris por dia até 2027 ou 2028, impulsionado pelo pré-sal, o que o coloca entre os cinco maiores produtores globais. O petróleo já é o principal item da balança comercial brasileira, e a alta do barril tende a ampliar o superávit externo.



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