Candidatos classificam tema de redação do Enem sobre SUS como fácil e acessível

Participantes que concluíram o exame no primeiro horário destacam facilidade para argumentar sobre a proposta

| MAURíCIO AGUIAR / CAMPO GRANDE NEWS


Candidatos deixando a Uniderp na tarde deste domingo, após realizarem a prova do Enem (Foto: Paulo Francis)
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Liberados a partir das 14h30 deste domingo (8), os primeiros candidatos a concluírem o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) consideraram a redação sobre a valorização do SUS (Sistema Único de Saúde) “acessível e fácil de desenvolver' e destacaram que a vivência do dia a dia facilitou a construção dos argumentos.

Quem fez a prova pela primeira vez classificou o tema da redação como fácil e próximo às discussões do dia a dia sobre o sistema público de saúde. As estudantes Alice Campos Gonçalves, 15, e Júlia Ruda Martinez, 14, fizeram o Enem pela primeira vez como treineiras. Para a dupla, o segredo de fazer um bom texto estava em ter um repertório atualizado.

“Não foi tão difícil e tem bastante repertório também. Tem Grey's Anatomy, um monte de série da Netflix, não precisa ser algo tão complexo. A prova em si também era bem objetiva, os textos estavam diretos, não era uma linguagem muito formal', destaca Alice, que quer cursar Medicina.

Como treineiras, as amigas viram no exame uma oportunidade de treinar o formato para os anos decisivos. Júlia, que quer cursar Direito, focou na escrita para aprimorar o texto. “A gente veio mais para fazer a redação e treinar, então acabei focando mais nisso, mas as questões não estavam difíceis', completa.

Quem compartilha da opinião das meninas é Hernanda Lima, de 46 anos. A servidora pública estadual terminou os estudos em 1998 e pretende usar a nota para concluir a faculdade de Pedagogia.

“Não tive nenhum tipo de preparação, vim na cara e na coragem. A redação não estava difícil. Inglês foi onde tive mais dificuldade, mas no resto do conteúdo acho que me saí bem. Hoje tem muita informação nas redes sociais, fica mais fácil de estudar', afirma.

Confiante na aprovação, Hernanda quer fazer o Enem pela terceira vez depois que concluir a graduação. “Depois que eu concluir e estiver trabalhando na área, quem sabe faço Farmácia ou Psicologia'.

Para Yasmim Azevedo, de 16 anos, abordar o SUS foi simples por ser um assunto corriqueiro. “Foi fácil. Falei sobre os pontos positivos e negativos do SUS. Fiz pela segunda vez e quero Medicina. Este ano fiz para treinar, mas mesmo assim espero uma nota alta', conta.

Quem também utilizou diferentes referências na escrita foi a treineira Maria Sofia Barbosa, de 15 anos, que quer cursar Medicina no futuro. “Usei um filme e a citação de um filósofo. Tinha bastante repertório disponível nos textos motivadores. A prova em si estava fácil, consegui fazer bem'.

Já o mecânico André Miranda, de 54 anos, está em busca da primeira graduação e sentiu o cansaço da maratona de questões. Para ele, a principal dificuldade não foi o tema da redação, mas a rotina de trabalho que impediu uma preparação adequada.

“Não estava preparado como os jovens. O tema foi bom, só que como eu trabalho muito, não tive tempo para estudar', relata. Caso alcance a nota necessária, André pretende cursar Ciências Contábeis.

Com início às 12h30 no horário de MS, os estudantes que terminaram a prova puderam sair do local de aplicação às 14h30, mas sem levar o caderno de questões. Para os candidatos que desejam levar o material, a saída ocorre somente às 17h30, com o encerramento dos exames às 18h.

Tema - A valorização do SUS como direito universal é o tema da redação do Enem 2026, aplicado neste domingo (8) em todo o Brasil. Os candidatos precisam discutir a importância do sistema público de saúde e apresentar argumentos sobre o acesso da população aos serviços oferecidos.

A proposta permite abordar questões como o acesso gratuito à saúde, as desigualdades no atendimento, a prevenção de doenças e os desafios para garantir os serviços à população. O SUS tem como princípios a universalidade, a integralidade e a equidade, que estabelecem o direito de todos ao atendimento e a necessidade de considerar as diferentes condições dos pacientes.

Para desenvolver a redação, os participantes recebem textos motivadores e podem utilizar conhecimentos adquiridos durante a formação escolar. Além de apresentar argumentos, precisam elaborar uma proposta de intervenção para o problema discutido, respeitando os direitos humanos.

A redação vale até mil pontos. Dois avaliadores corrigem cada texto e atribuem notas de zero a 200 pontos em cinco competências, que incluem domínio da língua portuguesa, compreensão do tema, organização dos argumentos, uso de recursos linguísticos e apresentação de uma proposta de intervenção. A nota final corresponde à média das avaliações.



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