Policial
Justiça mantém prisão da presidente da Santa Casa após operação contra corrupção
| DOURADOSNEWS / DA REDAçãO
A presidente da Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande, Alir Terra Lima, e outras cinco pessoas presas durante uma operação que investiga supostos desvios e irregularidades no hospital passaram por audiência de custódia neste sábado (11), em Campo Grande.
Segundo informações do site Mídia Max, Alir e os demais investigados foram encaminhados nas primeiras horas da manhã ao Fórum Heitor Medeiros. Como as prisões são preventivas, a situação dos seis alvos poderá ser modificada mediante decisão judicial, incluindo eventual concessão de habeas corpus.
A defesa de Alir Terra Lima afirmou que a presidente da Santa Casa nega as acusações e pretende recorrer da prisão. De acordo com o advogado Murilo Marques, ela estaria indignada com as imputações e questiona sua responsabilização pelos fatos investigados.
O defensor argumentou ainda que Alir não seria responsável pela realização de pagamentos ou pela ordenação de despesas do hospital. A defesa informou que pretende apresentar, no início da próxima semana, um pedido para revogar a prisão preventiva.
O advogado também afirmou que, pela idade da presidente, superior a 70 anos, e diante de problemas de saúde, a defesa entende que ela poderia cumprir a medida em prisão domiciliar. Segundo Marques, o pedido deverá ser novamente apresentado no processo que trata do caso.
A defesa também sustenta a inocência de Alir e afirma não haver motivos suficientes para a manutenção da prisão cautelar.
Entre os investigados está Monique Gregório de Oliveira, supervisora do Serviço de Arquivamento Médico e Estatística da Santa Casa. O advogado Leandro Gregório, que representa Monique, afirmou que ela teria sido incluída na investigação em razão da função que exerce no setor responsável pelos prontuários médicos.
Segundo o defensor, não haveria acusação direta contra Monique relacionada aos fatos investigados. A defesa sustenta que a participação dela no caso não teria ocorrido e que sua inocência será demonstrada ao longo do processo.
Também são investigados Paulo Guilherme Guttierrez Mariosa, diretor adjunto de finanças da Santa Casa, e Alessandro Dias Junqueira, ex-diretor administrativo da instituição. Os dois são representados pelo advogado Cauê Siqueira.
O defensor afirmou que teve acesso aos documentos do processo somente na noite de sexta-feira (11) e que ainda analisava detalhadamente as acusações atribuídas a cada investigado. A intenção, segundo ele, é avaliar as medidas judiciais cabíveis e pedir a liberdade dos clientes.
Já o empresário Maurício Benites é defendido pelo advogado Rodrigo Dalpiaz. Segundo o defensor, até o momento ele ainda não havia conseguido acesso integral ao processo. A previsão é que a defesa se manifeste na segunda-feira (14), após analisar os documentos e as acusações.
As prisões ocorreram no âmbito de uma operação que apura suspeitas de corrupção e possíveis desvios de recursos relacionados à Santa Casa de Campo Grande. A investigação segue em andamento e os envolvidos ainda terão direito à ampla defesa e ao contraditório.
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