Entenda por que o jogo da "Mão de Deus" de Maradona é tratado como mais simbólico da Argentina

Partida histórica de 1986 completa 40 anos; jornalistas explicam como Maradona, Malvinas e a rivalidade com a Inglaterra transformaram o duelo em um capítulo da história do país

| GLOBOESPORTE.COM / GUSTAVO GARCIA


Maradona começa jogada de gol icônico contra a Inglaterra — Foto: Getty Images - picture alliance
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"É para chorar, me perdoem! Maradona, em uma arrancada memorável, na jogada de todos os tempos. Cometa Cósmico, de que planeta você veio para deixar pelo caminho tantos ingleses, para que o país fosse um punho cerrado gritando pela Argentina? Argentina 2, Inglaterra 0. Diegol, Diegol, Diego Armando Maradona. Obrigado, Deus, pelo futebol, por Maradona, por estas lágrimas, por este Argentina 2, Inglaterra 0".

A narração emocionada do uruguaio Víctor Hugo Morales após o segundo gol de Diego Maradona contra a Inglaterra, nas quartas de final da Copa do Mundo de 1986, atravessou gerações e ajudou a eternizar uma partida que, para muitos argentinos, ultrapassou os limites do futebol.

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Quarenta anos depois, o jogo Argentina 2 x 1 Inglaterra continua sendo tratado no país como algo muito maior do que um simples confronto de Copa do Mundo. O duelo foi disputado em 22 de junho de 1986 - e hoje, 22 de junho de 2026, a Argentina volta a campo por uma partida de Copa do Mundo, desta vez contra a Áustria, às 14h, na Arena de Dallas, nos Estados Unidos, com transmissão pela Globo , sportv e ge tv e tempo real no ge .

A partida de 1986, que completa mais um ano nesta segunda-feira, ficou marcada pelos dois gols mais famosos da carreira de Maradona: a "Mão de Deus" e o chamado "Gol do Século". Mas, para quem viveu aquele momento, o peso do confronto está ligado também à Guerra das Malvinas, à rivalidade histórica com os ingleses e à própria construção da identidade argentina.

Para entender o peso histórico daquele jogo, o ge conversou com os jornalistas Martín Macchiavello (do Diário Olé), Wally Primosich (da Fox Sports Argentina) e o jornalista e escritor Ezequiel Fernández Moores para explicar por que o confronto se transformou em um dos maiores símbolos da história esportiva e cultural do país.



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