PP adia evento de apoio a Tarcísio com presença de Ciro Nogueira | G1

Ato estava previsto para acontecer em São Paulo, na próxima segunda-feira (11). Decisão foi tomada depois que o presidente da sigla foi alvo de buscas em operação da PF.

| G1 / VICTóRIA CóCOLO


Ciro Nogueira (PP-PI) no plenário do Senado em 25 de junho de 2025 — Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
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O ato que formalizaria o apoio público do Progressistas à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), previsto para acontecer na próxima segunda-feira (11), na capital paulista, deve ser adiado. O anúncio está previsto para ocorrer nesta sexta-feira (8).

De acordo com integrantes do partido, a decisão foi tomada em conjunto, depois de uma conversa entre o governador e o presidente da sigla, Ciro Nogueira, nesta quinta-feira (7). A assessoria do governador nega que Tarcísio tenha tido contato com o senador.

Mais cedo, Nogueira foi alvo de buscas da Polícia Federal na nova fase da operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. A PF afirma que o senador recebia 'mesada' de pelo menos R$300 mil de Daniel Vorcaro, dono do banco.

A reunião aconteceria no espaço de eventos Vila JK, às 19h, na zona oeste da capital paulista.

Segundo interlocutores, Tarcísio pretende usar a posse do ministro Kassio Nunes Marques no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), prevista para terça-feira (12) — cerimônia da qual o governador deve participar —, como justificativa para cancelar o encontro. Apesar do adiamento, o PP segue firme no apoio à chapa de Tarcísio.

A Polícia Federal aponta que Ciro Nogueira era o “destinatário central' das vantagens indevidas atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro.

A PF dá como exemplo da relação de favorecimento entre Vorcaro e Nogueira uma emenda apresentada pelo senador à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Autonomia Financeira do Banco Central (BC).

Na parte financeira, a investigação aponta o recebimento frequente de vantagens, como pagamentos mensais, compra de participação em empresa com desconto considerado elevado, pagamento de despesas pessoais e uso de bens de alto valor. Também há indícios de recebimento de dinheiro em espécie.

Em nota, a defesa do senador afirma que "repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar".



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