Torturada pela mãe, menina de 3 anos foi obrigada a se sentar em tijolo quente

Criança tinha lesões no ânus que foram, supostamente, causadas por um objeto pontiagudo

| ADRIANO FERNANDES / CAMPO GRANDE NEWS


Fachada da Delegacia de Atendimento à Mulher, unidade que investiga o caso. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)
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Um mulher foi presa após submeter a filha de apenas 3 anos a um ritual de tortura na Aldeia Taunay, em Aquidauana, cidade que fica a 135 quilômetros de Campo Grande. A criança teve uma queimadura grave nas pernas e lesões no ânus, provocadas pela inserção de um objeto pontiagudo.

O caso veio à tona após a mulher levar a criança na unidade de saúde da aldeia, nesta quarta-feira (06) para tratar a queimadura em uma das pernas da criança. Ao perceber as demais lesões nas partes íntimas e suspeitar de um possível abuso sexual o médico acionou o Conselho Tutelar para encaminhar a criança até o Hospital Regional de Aquidauana. Já a mãe foi encaminhada para a delegacia de polícia para prestar esclarecimentos.

Em seu depoimento inicial, a mãe da criança informou que o padrasto da vítima é quem seria o principal suspeito de ter abusado sexualmente da criança. Diante da acusação, policiais foram até a fazenda onde o homem trabalhava e também o encaminharam para a delegacia. No local, ele negou que tivesse cometido o crime e contou que as lesões nas partes íntimas da criança foram causadas pela própria mãe e avó.

As duas teriam tentado 'desobstruir' o ânus da menina com os dedos e até um objeto fino cortante, já que a criança estava há dez dias sem conseguir defecar. Após as contradições, a mãe admitiu que mentiu aos policiais sobre a suspeita do padrasto e que as lesões foram causadas ao levar a criança a uma curandeira da aldeia indígena.

De acordo com a mãe, durante um suposto ritual de cura, a criança foi obrigada a se sentar em um tijolo que quente e por isso se queimou. A criança teria sido submetida ao ritual durante um dia e uma noite. Ela só levou a criança para atendimento médico por conta da queimadura, mesmo com o sangramento e dor causadas no órgão genital da criança.

A mulher foi presa em flagrante por tortura, agravado por ter sido praticada contra uma criança. Os demais envolvidos serão intimados para prestar depoimento sobre os fatos. O caso está sendo investigado pela Delegacia de Atendimento à Mulher de Aquidauana. Diante da gravidade das lesões no ânus e constipação intestinal, a criança teve que passar por uma cirurgia de emergência no Hospital Regional. A princípio sem constatação de abuso sexual.



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