Endometriose em adolescentes, saiba mais sobre diagnóstico e tratamento

Doença acomete em média de 10 a 15% das brasileiras em idade fértil

| CORREIO DO ESTADO / 29/10/2022 10H30


Endometriose em adolescentes - Reprodução
publicidade

Cotações

A endometriose se desenvolve lentamente e pode afetar de maneira drástica a fertilidade e qualidade de vida da mulher. Segundo a Associação Brasileira de Endometriose, a doença acomete em média entre 10 e 15% das brasileiras em idade fértil, ou seja, 7 milhões de mulheres.

Seu diagnóstico costuma ser feito entre os 25 e 35 anos, porém, muitas adolescentes apresentam os sintomas nas primeiras menstruações, mas acabam sendo confundidos com fortes cólicas ou problemas intestinais.

A endometriose atinge o aparelho reprodutivo feminino antes mesmo da idade adulta, causando sofrimento desde a transição da infância para a fase adulta.

A doença se caracteriza pela presença de tecido do endométrio, camada que reveste o útero e que é expelido durante a menstruação, para fora da cavidade uterina, podendo atingir o intestino, causando fortes dores abdominais. 

Atenção às adolescentes com dores crônicas 

A maioria das adolescentes com dores pélvicas crônicas causadas pela menstruação e que não respondem a tratamentos medicamentosos podem estar com endometriose. Um forte indício para a doença é a cólica que exige repouso e impede a adolescente de exercer atividades do dia a dia.

Essas fortes cólicas representam ainda grandes chances da adolescente ter uma endometriose mais agressiva no futuro.

'Muitas meninas que têm a doença ainda não iniciaram sua vida sexual, portanto, não apresentam os sintomas mais comentados que se manifestam como: dor durante as relações sexuais e dificuldade para engravidar”, explica o Dr. Marcos Tcherniakovsky, ginecologista e diretor de comunicação da Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE).

Conheça os sintomas

O médico alerta para sintomas como dores intestinais, dor para urinar durante a menstruação e dores em geral durante uma menstruação e outra.

“Embora a endometriose não apresente ainda causas claras, o histórico familiar, a menarca precoce e fluxos menstruais abundantes, de longa duração ou de maior frequência, são considerados fatores de risco para o seu desenvolvimento”, relata o médico.

Segundo o médico, cada vez mais as possibilidades de um diagnóstico preciso aumentam.

“Hoje, se a paciente não iniciou uma vida sexual, por exemplo, podemos fazer um ultrassom ou uma ressonância magnética sensível que pode suspeitar qual é o quadro dela. Para aquelas que já iniciaram a vida sexual, um exame de toque vaginal pode confirmar o diagnóstico com 70% de certeza, podendo me auxiliar sobre a necessidade de uma cirurgia”, finaliza Tcherniakovsky.

O ideal no tratamento de adolescentes é iniciar o bloqueio dos estímulos dos hormônios ovarianos sobre os focos da doença, recorrendo aos anticoncepcionais adequados para cada caso.

O tratamento tem como objetivo controlar a doença, garantir a qualidade de vida das mulheres e preservar a sua fertilidade.

Outro fator importante é agendar a primeira consulta com um ginecologista a partir da menarca, mesmo que a menina não tenha iniciado uma vida sexual.

No caso específico de endometriose, este é o profissional que fará o diagnóstico e tratamento.

E independentemente disso, é o ginecologista quem poderá ajudar e orientar outras situações relacionadas à saúde da mulher. 



Clique aqui e confira as últimas notícias de Itaporã! 

Siga o Itaporã News no Youtube!

Grupo do WhatsApp do Itaporã News Aberto!

WhatsApp. VIP do Itaporã News clicando aqui!"

WhatsApp do Itaporã News, notícias policiais!

"Ao vivo a programação da Alternativa FM de Itaporã."