Política
Senado, Câmara Federal e Assembleia: 6 candidatos à reeleição ficam pelo caminho
Resende vê alta do "voto ideológico", enquanto Mochi diz que perder faz parte da política
| ALINE DOS SANTOS / CAMPO GRANDE NEWS
As Eleições 2026 frustraram os planos de seis candidatos de Mato Grosso do Sul de permanecerem no poder. No Senado, a senadora Soraya Thronicke (PSB) não conseguiu a reeleição.
Eleita em 2018 com 373.712 votos e conhecida como a 'Senadora do Bolsonaro', em alusão ao ex-presidente, a parlamentar agora apoiava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição. Soraya recebeu 340.788 votos no domingo (dia 4).
Na Câmara Federal, Geraldo Resende (União Brasil) e Luiz Ovando (PP) não conseguiram a reeleição. Com 31.714 votos nas Eleições 2026, o deputado federal Geraldo Resende analisa que houve avanço do voto ideológico em Mato Grosso do Sul.
'Recebo o resultado com profundo respeito e, como democrata convicto, saúdo o governador Eduardo Riedel, os senadores eleitos Reinaldo Azambuja e Renan Contar, os deputados federais eleitos e os 24 deputados estaduais. Desejo a eles um bom trabalho e que possam fazer o melhor para Mato Grosso do Sul. Tínhamos convicção que poderíamos entrar novamente lá, mas o povo quis outros parlamentares', diz Resende.
Na eleição de 2022, o parlamentar foi eleito com 96.519 votos. 'Foi uma redução expressiva de votos. A gente tem que fazer uma análise desse resultado. Fizemos um trabalho exaustivo, com temas importantes como saúde e educação. Mas a população colocou o voto ideológico acima dessas questões. O voto ideológico se sobrepôs a tudo isso'.
Sobre o futuro político, ele, que ficou com a suplência, afirma que ainda vai analisar. 'Tenho três meses pela frente. Vamos discutir isso com a família, amigos e aqueles que nos acompanham'. Geraldo Resende é médico e foi titular da SES (Secretaria Estadual de Saúde) durante a pandemia.
Candidatos à reeleição na Assembleia Legislativa, Junior Mochi (MDB), Lia Nogueira (PSDB) e Antonio Vaz (Republicano) foram barrados pelas urnas. Mochi conta que fez uma campanha intensa e percorreu mais de 17 mil quilômetros pelo Estado em 40 dias.
'Até 90% das urnas apuradas, estava eleito. Falo que eleição não tem empate, ou ganha ou perde. Infelizmente não consegui. Foi por pouco, mas estou tranquilo. Tenho que entender o momento e adequar a vida, faz parte do processo. Se você não quer perder, não dispute'.
Mochi é suplente e avalia que ainda é prematuro avaliar se por um rearranjo político possa voltar à Casa de Leis. 'É preciso assimilar o resultado, organizar as coisas e esperar. Essa discussão não dá para antecipar agora'. Mochi recebeu 23.721 votos na última eleição. Em 2022, quando foi eleito para a Assembleia, o resultado foi de 26.108 votos.
O deputado estadual Jamilson Name (PP) não foi incluído nessa lista porque seus votos continuam sub judice . A reportagem entrou em contato com os demais citados e aguarda retorno.
Rearranjos - Após as posses dos eleitos, não é incomum surgirem rearranjos políticos que alterem a composição da Assembleia Legislativa. Eleito deputado estadual em 2022, Pedro Arlei Caravina (PSDB), por exemplo, se tornou secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica e só voltou para a Assembleia no ano de 2024. Ontem, Caravina foi reeleito.
Outro caso foi o de Eduardo Rocha. Em 2021, o então deputado estadual deixou a cadeira no Poder Legislativo para assumir cargo no primeiro escalão do governo estadual.
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