Esportes
Ex-City explica por que aceitou jogar na Arábia: "Não quero trabalhar depois da carreira"
Tijjani Reijnders admite peso do dinheiro na transferência para o Al-Qadsiah e diz que decisão pode garantir futuro financeiro até dos netos
| GLOBOESPORTE.COM / REDAçãO DO GE
Tijjani Reijnders não escondeu o peso do dinheiro na decisão de trocar o Manchester City pelo Al-Qadsiah, da Arábia Saudita. Aos 28 anos, o meia da seleção holandesa afirmou que a proposta recebida permite não apenas garantir sua independência financeira depois de pendurar as chuteiras, mas também deixar as próximas gerações da família em situação confortável.
Em entrevista ao programa holandês "Vandaag Inside", Reijnders admitiu que não imaginava deixar o futebol europeu nesta fase da carreira. O jogador, porém, contou que mudou de ideia depois das conversas com o Al-Qadsiah e da oferta apresentada pelo clube saudita.
- Não quero trabalhar depois da minha carreira. Depois do City, provavelmente já não precisaria, mas agora também posso garantir o futuro das próximas gerações da minha família. Não preciso mentir sobre isso. Acho que muitas pessoas pensariam da mesma maneira - afirmou Reijnders.
O holandês foi além ao explicar a dimensão financeira da escolha.
- Se meus netos também puderem viver disso, por que eu não faria isso?
Reijnders também reconheceu diretamente que o salário teve participação importante na decisão. Questionado sobre a possibilidade de ser visto como alguém que escolheu a Arábia Saudita pelo dinheiro, o meia não tentou fugir da discussão. Segundo ele, dificilmente um jogador aceitaria uma mudança desse tipo para receber menos.
A transferência aconteceu em agosto. O Al-Qadsiah pagou cerca de € 61 milhões (aproximadamente R$ 367 milhões na cotação da época) ao Manchester City, segundo a imprensa europeia. Reijnders tinha contrato com o clube inglês até junho de 2030 e havia chegado à equipe apenas um ano antes, contratado do Milan. Pelo City, disputou 47 partidas e marcou sete gols.
Apesar da escolha financeira, Reijnders rejeita a ideia de que a transferência represente o fim de suas ambições esportivas. O meia revelou que as conversas antes da mudança também envolveram a possibilidade de retornar ao futebol europeu no futuro.
- Posso jogar aqui por três ou quatro anos e depois voltar à Europa. Já existem vários exemplos disso. Esse também é o meu objetivo.
A ida para a Arábia Saudita também não tirou Reijnders da seleção holandesa. O meia está entre os convocados pelo técnico Xavi Hernández para os compromissos da Holanda na Liga das Nações.
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