PF afasta Eduardo Bolsonaro do cargo por faltas injustificadas

Processo administrativo foi aberto após o servidor filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, perder o mandato de deputado, no fim de 2025.

| G1 / BRUNO TAVARES


O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA — Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
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A Corregedoria da PF no Rio de Janeiro afastou preventivamente Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão em Angra dos Reis.

A medida foi tomada devido a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por faltas injustificadas ao serviço.

O PAD investiga ausências de mais de 30 dias consecutivos após o fim do mandato de deputado em dezembro de 2025.

A portaria da PF determinou que o ex-deputado entregasse sua carteira funcional e arma de fogo.

O processo administrativo pode resultar na demissão do servidor, que reside nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.

A Corregedoria Regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro afastou preventivamente o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) do cargo de escrivão da Delegacia de Polícia Federal em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense.

O afastamento vale até a decisão final do Processo Administrativo Disciplinar (PAD), instaurado em 27 de janeiro deste ano, para apurar faltas injustificadas do ex-deputado, que está morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro deixou o Brasil alegando que está sendo perseguido pela Justiça. Eduardo Bolsonaro é réu por coação no curso do processo em razão de sua atuação nos EUA contra autoridades brasileiras.

O PAD pode levar à demissão do servidor. A medida foi publicada na Portaria nº 142, de 10 de fevereiro de 2026, assinada pelo corregedor regional da PF no estado, e determinou que o escrivão entregasse a carteira funcional e a arma de fogo. A publicação no Diário Oficial da União foi nesta quinta (26), quando começou a contar o prazo, de cinco dias úteis.

Faltas após a perda do mandato de deputado

Segundo a portaria da Corregedoria da PF no RJ, o processo administrativo vai apurar a responsabilidade de Eduardo por ter, supostamente, se ausentado ao serviço de forma intencional e sem justificativa por mais de 30 dias consecutivos após a perda do mandato de deputado em 18 de dezembro de 2025.

Com o fim do mandato na Câmara, a Polícia Federal determinou o retorno de Eduardo Bolsonaro ao cargo na corporação, do qual estava afastado para ser deputado federal. A volta ao cargo não aconteceu e essa situação pode configurar o abandono do cargo pelo servidor público.



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