Menina de 6 anos tem sangramento após dia com o pai e polícia investiga estupro

Mãe relatou que a filha chegou em casa chorando e com dores, o que levou ao atendimento médico

| BRUNA MARQUES / CAMPO GRANDE NEWS


Fachada do Pronto Atendimento Infantil, instalado na Av. José Nogueira Viêira, no Tiradentes (Foto: Juliano Almeida)
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Na noite deste sábado (10), em Campo Grande, a Polícia Militar foi acionada após uma criança de 6 anos dar entrada na CRS (Centro Regional de Saúde) Tiradentes apresentando sangramento no órgão genital.

De acordo com o boletim de ocorrência, a Força Tática acionada e na unidade de saúde, a equipe foi recebida por uma enfermeira e por uma assistente social, que relataram que a paciente apresentava sangramento vaginal no momento do atendimento.

A menina recebeu atendimento médico e a PM foi informada de que havia indícios de abuso sexual, com possível penetração vaginal. Diante da suspeita, foi solicitado exame de corpo de delito para avaliação detalhada.

Em conversa com a mãe, foi relatado que o pai da criança não reside em Campo Grande, mas costuma buscá-la quando visita à cidade. No dia anterior, ele teria buscado a filha por volta das 8h e a devolvido à mãe às 22h30. Segundo o relato, a menina chegou em casa chorando intensamente, queixando-se de dores. Posteriormente, a mulher percebeu o sangramento e a levou imediatamente à unidade de saúde.

Conforme relato da própria criança, durante o período em que esteve com o pai, eles visitaram um shopping e um ponto turístico da cidade. À tarde, estiveram na residência de um amigo do pai, onde ela permaneceu por alguns momentos sozinha com esse homem. Em seguida, foi dormir, na mesma cama que o pai. Ainda segundo o boletim, o pai informou à mãe, no período da tarde, que viajaria para o estado de São Paulo naquele mesmo dia.

Diante dos fatos, a criança e a mãe foram encaminhadas à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol. Foi realizada a escuta especializada da menina, com a consequente entrega da requisição de exame de corpo de delito, na área de sexologia forense. Durante a confecção do boletim de ocorrência, a mãe da vítima apresentou a calcinha utilizada pela menor, a qual foi apreendida.

O caso foi registrado como estupro de vulnerável e será investigado pela DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).



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