Ferrugem asiática avança e novos focos são confirmados em quatro municípios

Monitoramento aponta ocorrências em Ponta Porã, Guia Lopes da Laguna e Aral Moreira

| KAMILA ALCâNTARA / CAMPO GRANDE NEWS


Folha de soja atingida por ferrugem asiática (Foto: Reprodução)
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O monitoramento da ferrugem asiática da soja identificou novos focos da doença em Mato Grosso do Sul, ampliando o alerta feito no início do mês, quando o primeiro caso da safra 2025/2026 foi confirmado em Sete Quedas. Desta vez, as ocorrências foram registradas em Ponta Porã, Guia Lopes da Laguna e Aral Moreira, segundo dados do sistema do Consórcio Antiferrugem.

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Em Ponta Porã, dois focos foram confirmados no dia 18 de dezembro. Um deles ocorreu em lavoura no estádio fenológico R5, plantada na segunda quinzena de setembro, e outro em área no estádio R3, com plantio na primeira quinzena de outubro. As análises foram confirmadas pela G12AGRO (Pesquisa e Consultoria Agronômica Ltda).

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No município de Guia Lopes da Laguna, a ferrugem asiática foi detectada no dia 19 de dezembro, em lavoura no estádio R1, com plantio realizado na segunda quinzena de outubro. A confirmação técnica foi da Embrapa.

Já em Aral Moreira, o monitoramento confirmou dois focos. O primeiro, no dia 15 de dezembro, em lavoura no estádio R5, plantada na primeira quinzena de setembro, com validação da Embrapa Soja. O segundo foi registrado em 22 de dezembro, também em área no estádio R5, com plantio na segunda quinzena de setembro, confirmado também pela G12AGRO.

Os novos registros reforçam o cenário de condições climáticas favoráveis à doença, especialmente nas regiões sul e sudoeste do Estado, onde calor elevado e umidade contribuem para a disseminação dos esporos no campo. A ferrugem asiática compromete a fotossíntese da planta, provoca queda precoce das folhas e reduz a formação de grãos, podendo causar perdas severas de produtividade quando não há manejo adequado.

Conforme já alertado por técnicos, o avanço da doença exige monitoramento constante, aplicação criteriosa de fungicidas e atenção ao manejo integrado, incluindo respeito ao vazio sanitário, rotação de culturas e escolha adequada de cultivares. Na safra passada, Mato Grosso do Sul registrou 12 ocorrências da doença e figurou entre os estados com maior número de focos no País.



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