Agronegócios
Agosto traz preços mais altos para a soja no Brasil; mercado aquece 'na largada'
Mercado registrou ganhos no mês, mas dólar fraco limitou valorização interna e incertezas seguem sobre safra de soja dos EUA e compras da China
| CANAL RURAL/GABRIEL ALMEIDA
O mercado de soja encerrou agosto com preços em alta no Brasil e em Chicago. A primeira quinzena foi marcada por maior volume de negócios, mas na segunda metade do mês os agentes reduziram a disposição de negociar.
Segundo a consultoria Safras & Mercado, no mercado externo, os contratos futuros da oleaginosa também tiveram avanço consistente, ainda que limitado pela valorização do real frente ao dólar.
No Brasil, a saca de 60 quilos registrou valorização em importantes praças: em Passo Fundo (RS), passou de R$ 132,00 para R$ 133,00; em Cascavel (PR), de R$ 132,00 para R$ 134,00; em Rondonópolis (MT), de R$ 121,00 para R$ 127,00; e no porto de Paranaguá (PR), de R$ 137,00 para R$ 139,00.
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, acumularam valorização de 5,43% em agosto. A posição encerrou a manhã desta sexta-feira, 29, a US$ 10,43 por bushel, frente aos US$ 9,89 do início do mês.
A firmeza em Chicago ganhou força após o relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que reduziu as projeções de safra e estoques americanos para níveis abaixo do esperado pelo mercado. Dias depois, a tradicional crop tour da Pro Farmer confirmou um cenário de produção ainda menor que o apontado pelo USDA.
Apesar dos cortes, tanto o USDA quanto a Pro Farmer destacaram que os EUA caminham para colher uma safra cheia. Esse fator acabou limitando a recuperação dos contratos e retirando-os das máximas registradas ao longo do mês. O clima, às vésperas da colheita, continua favorecendo o desenvolvimento das lavouras norte-americanas.
Na frente da demanda, a China seguiu como ponto de atenção. Mesmo após apelos do presidente Donald Trump, os compradores asiáticos mantiveram a preferência pela soja sul-americana. A percepção do mercado é de que, apesar das oscilações nas negociações comerciais, a procura chinesa pela oleaginosa americana deve continuar contida.
O câmbio, por sua vez, atuou como fator de pressão interna. Com a perspectiva de cortes nos juros nos Estados Unidos, o dólar comercial recuou 3,47% em agosto, encerrando o mês a R$ 5,40, o que reduziu parte do impacto positivo dos ganhos de Chicago sobre as cotações brasileiras.
Clique aqui e confira as últimas notícias de Itaporã!
Siga o Itaporã News no Youtube!
Grupo do WhatsApp do Itaporã News Aberto!
WhatsApp. VIP do Itaporã News clicando aqui!"
WhatsApp do Itaporã News, notícias policiais!
"Ao vivo a programação da Alternativa FM de Itaporã."

















