Região
Com dinheiro na conta há 11 meses, Prefeitura Sidrolândia só agora vai usar verba do Covid-19 na Assistência Social
A gestão anterior demorou três meses para enviar à Câmara o projeto de abertura do crédito orçamentário para abrir a rubrica que permitiria o uso do dinheiro.
| REGIãO NEWS/FLáVIO PAES/RN
Enfim, após duas votações na Câmara de projetos para abertura de crédito orçamentário, que se converteram em lei após duas sanções, a Prefeitura de Sidrolândia vai investir em ações da Assistência Social , recursos liberados ano passado pelo Governo Federal como parte da estratégia para mitigar os efeitos da pandemia do Covid-19 sobre a população mais pobre. O dinheiro, R$ 278.419,88 , está conta da Prefeitura desde maio do ano passado.
A gestão anterior demorou três meses para enviar à Câmara o projeto de abertura do crédito orçamentário para abrir a rubrica que permitiria o uso do dinheiro. O projeto começou a tramitar, mas só foi votado em novembro e em seguida sancionado. Não houve tempo hábil para o recurso ser usado e com isto, foi necessário reapresentar o projeto para inserir a dotação no orçamento deste ano.
Segundo a secretária Municipal de Assistência Social, Aletânia Ramires , o dinheiro será empregado na compra de equipamentos de segurança para os funcionários que atuam na linha de frente no atendimento às pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Para a compra de EPIs houve a destinação de R$ 67.283,73 . A aquisição de cestas básicas terá R$ 117.431,44, outra fatia, R$ 93.708,88 vão custear as ações da Secretaria e R$ 160.991,44 para equipar as unidades. Os recursos vão beneficiar famílias como a de dona Maria , de 35 anos. Ela é mãe de Isabela uma menina de 5 anos que tem paralisia cerebral, é cardiopata (usa marca-passo), e é uma das centenas de crianças especiais que são atendidas pela APAE.
Ela literalmente se “vira nos 30' para sustentar sua filha especial e seus outros três filhos. Sua maior renda e o salário mínimo do LOAS, benefício previdenciário a que já faz jus. Quem também espera ansiosa por alguma ajuda, que seja uma cesta básica é dona Jorsilene Auxiliadora , mãe do Pedro Gabriel, um menino de 5 anos que tem paralisia cerebral, que se alimenta por sonda. Ela e o marido estão desempregados. Ambos trabalhavam na limpeza pública, como funcionários contratados da Prefeitura. 'Não sei como vamos sobreviver. Além do tratamento na APAE, o Pedro Gabriel toda semana tem atendimento em Campo Grande. A gente gasta com a viagem, alimentação', conta.
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